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Mecanismo de defesa: CISÃO

Talvez você já percebeu alguém, ou até você mesmo, que cria fortes idealizações de uma
figura, que trate o outro como se fosse absolutamente bom ou absolutamente ruim? A ponto
de não se dar conta daquilo que foge dessa expectativa?

Por exemplo, “essa influenciadora que eu sigo é perfeita, sem defeitos”, ou “você é meu melhor amigo, e fulano é nosso
inimigo”.

A cisão é um mecanismo de defesa bastante explorado por uma grande autora da
psicanálise: Melanie Klein.

Um dos estados psíquicos descrito por Klein é o da posição esquizoparanóide, caracterizada por essa forte cisão, ou seja, uma forte divisão, fissura, na forma que encaramos o outro.

Nessa cisão, o sujeito vê o mundo de duas formas – ou o objeto é totalmente bom, lhe gratifica e lhe dá prazer, ou o objeto é totalmente mau, lhe frustra, lhe traz desprazer.

Isto é, quando ocorre essa defesa da cisão, estamos falando de um funcionamento bastante primitivo e não integrado do ego, que não consegue compreender a complexidade do fato de que as pessoas e as coisas tem aspectos bons e ruins, qualidades e defeitos, as vezes nos agradam e as vezes nos desagradam.

A cisão impede essa compreensão, na tentativa de preservar aquilo que amamos como se fosse totalmente bom.

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