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Mecanismo de defesa: SUBLIMAÇÃO

Aqui vamos falar do último mecanismo de defesa escolhido por mim nessa sessão: a sublimação. Ainda existem muitos outros, Anna Freud, filha do autor, fez uma extensa descrição desses mecanismos, que tem grande valor para psicanálise. 

Mas deixei a sublimação por último, pois ela é, muitas vezes, encarada por psicanalistas como uma defesa mais “saudável”, um caminho bastante interessante para as resoluções dos conflitos psíquicos. 

A sublimação foi descrita por Freud como uma via alternativa para a energia psíquica, que pode se desviar para alvos não sexuais, ou seja, para atividades sociais, tais como a arte, a ciência, esporte e religião. A ideia é que nossa energia possa encontrar novos caminhos de satisfação, para além do sexual, permitindo que o desejo se direcione para infinitas outras possibilidades. É daí que podemos nos sentir extremamente satisfeitos ao ouvir uma música, pintar uma tela, praticar um esporte, estudar psicanálise, rs. 

Se, inicialmente, Freud tomou a sublimação como defesa utilizada pelo sujeito para lidar com as pressões do meio, em detrimento da livre expressão da sexualidade, posteriormente, ele compreendeu o caráter positivo da sublimação como promoção da vida social em conjunto com a liberdade sexual – e em oposição à morte.

Hoje, podemos encarar a sublimação, ou seja, o desvio da energia psíquica para as atividades sociais, como bastante proveitoso para construção de uma capacidade criativa do indivíduo diante do mundo. Se não fosse assim, como encontraríamos interesse e prazer para estudar, construir, inovar e projetar de tantas e tantas maneiras a nossa civilização? 

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